Me apraz este seu modo de usar
o termo teoria
feito xarope ou feito vacina
contra a overdose
do fato – tirano que te mata
na volta da praia.

Me apraz neste seu corpo a ossatura,
encaixe de mundos
tão fundos, ferramenta tão pura
de duplos carpados
doados ao primeiro na rua
que juntar as mãos.

Me apraz seu arquivo de sinais
armados, por mais
crassos, falhos e repetitivos;
ao menos te ingressam
na carreira onde não há mistério
nem telha de vidro.

 

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