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Vamos todos deter a distância,
comportá-la nas casinhas frágeis.

Mas que sofra um pouco antes, crente
de que vê, entre quatro paredes,

um altar. A deter a distância,
iludi-la com nosso alfabeto

péssimo e tagarela, coitado,
quantas vezes não dizemos banjo

e a distância entende dromedário.
Sim, todos a deter a distância,

a contê-la com versos bem safos,
eu, bichinho, sarampos, casaco.

Mostrar que ela não cabe no agora,
antes até sim, mas não agora;

que deixe pra depois nossa volta
vexatória da longa distância.

Quem foi que remontou oficial?
Vou dormir na casinha mais frágil,

num altar dessas quatro paredes.
Vai sem pressa me fingir distante,

comportado e constrangido, isso,
seu teto bem bem mais que contrário.

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