Vi pouco do novo Final Cut, mas algo em sua interface estaria rendida aos relevos chanfrados e gelatinosos da “nova realidade”. Passará, espero, e voltaremos à discrição de suas pistas cinzas e planas. Não é fetiche por anacronismo, tal coisa nem existe e talvez nem seja possível. É que o software não deveria concorrer com o material. O material reina e já tem cores. A ferramenta não nos deve distração, não nos deve nada em si mesma além da materialização de sua função, e esta se dá na sensibilidade já de outro ente, o material. Que sumam todos, eis um lema para os softwares, querendo dizer cresçam fortes e invisíveis, porque é assim que se faz.

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